quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

"Evadir-me, esquecer-me" - Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen


Laura Knight, The Green Sea, Lamorna 



Evadir-me, esquecer-me


Evadir-me, esquecer-me, regressar 
À frescura das coisas vegetais, 
Ao verde flutuante dos pinhais 
Percorridos de seivas virginais 
E ao grande vento límpido do mar. 


Sophia de Mello Breyner Andresen,
In Dia do mar, 1947 


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

"Os animais amigos do homem" - Poema de Bastos Tigre






Os animais amigos do homem 


De todos os animais
merecem nossa afeição 
estes três, mais que os demais: 
– o boi, o cavalo, o cão. 

O boi, os seus músculos de aço 
ao nosso serviço entrega 
e, com a canga no cachaço, 
pesadas cargas carrega. 

E depois dá-nos a vida 
que à nossa vida é sustento: 
a carne assada ou cozida, 
o ensopado suculento. 

Vale o seu corpo um tesouro, 
dele nada se rejeita: 
chifres, cauda, ossos e couro, 
tudo, tudo se aproveita. 

O cavalo é o companheiro 
que nos carrega no lombo 
(a quem não for bom cavaleiro, 
cuidado, que leva tombo!) 

Conhece caminho e atalho 
e, seja a passo ou a correr, 
nosso amigo é no trabalho 
quanto amigo é no prazer. 

A morte, somente, encerra 
seu labor nobre e eficaz; 
com os homens morre na guerra, 
morre, a servi-los, na paz. 

É o terceiro amigo, o amigo 
que nos tem mais afeição; 
no momento do perigo 
nos vem socorrer: — é o cão. 

Quer de noite, quer de dia, 
podemos nele confiar; 
da nossa casa é vigia, 
é o guarda do nosso lar. 

“Caniche”, dos pequeninos, 
que graça o cãozinho tem! 
Quando brinca com os meninos 
ele é um menino também. 

Seja humilde, ou cão de raça, 
cão de cego, ou de pastor, 
são-bernardo ou cão de caça, 
ou de ratos caçador. 

Os seus dias se consomem 
num labor sincero e leal! 
Salve, excelso amigo do homem, 
que és quase um ser racional! 

Que se ame, pois, e bendiga 
do fundo do coração, 
a nobre trindade amiga: 
o boi, o cavalo e o cão. 


Bastos Tigre 
Em: O mundo da criança: poemas e rimas,
vol. I, Rio de Janeiro, Editora Delta: 1972. 

Manuel Bastos Tigre (Recife, 12 de março de 1882 — Rio de Janeiro, 1 de agosto de 1957) foi um bibliotecário, jornalista, poeta, compositor, humorista e destacado publicitário brasileiro.





"Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor."
(Pitágoras)




"A vida é valor absoluto. Não existe vida menor ou maior, inferior ou superior. Engana-se quem mata ou subjuga um animal por julgá-lo um ser inferior. Diante da consciência que abriga a essência da vida, o crime é o mesmo."
(Olympia Salete)






"Em termos de evolução, bem maior é o débito da Humanidade para com os animais do que o crédito que lhes temos dispensado para seu bem-estar e progresso." 
(Eurípedes Kuhl)





"O corvo e a raposa" - Poema de Manuel Maria Barbosa du Bocage


O Corvo e a Raposa



O corvo e a raposa 


É fama que estava o corvo 
Sobre uma árvore pousado 
E que no sôfrego bico 
Tinha um queijo atravessado. 

Pelo faro, àquele sítio 
Veio a raposa matreira, 
A qual, pouco mais ou menos, 
Lhe falou desta maneira: 

- Bons dias, meu lindo corvo; 
És glória desta espessura; 
És outra fénix, se acaso 
Tens a voz como a figura. 

A tais palavras, o corvo, 
Com louca, estranha afouteza, 
Por mostrar que é bom solista 
Abre o bico e solta a presa. 

Lança-lhe a mestra o gadanho 
E diz: - Meu amigo, aprende 
Como vive o lisonjeiro 
À custa de quem o atende. 

Esta lição vale um queijo; 
Tem destas para teu uso. 
Rosna então consigo o corvo 
Envergonhado e confuso: 

- Velhaca, deixou-me em branco; 
Fui tolo em fiar-me dela; 
Mas este logro me livra 
De cair noutra esparrela. 





Corvo


Raposa


Raposa





"Uma criança... Sempre pode ensinar três coisas a um adulto: A ficar contente sem motivo! A estar sempre ocupada com alguma coisa e a saber exigir com toda força, aquilo que deseja!"



domingo, 26 de fevereiro de 2012

"A Moleirinha" - Poema de Guerra Junqueiro







A Moleirinha 


Pela estrada plana, toc, toc, toc, 
Guia o jumentinho uma velhinha errante 
Como vão ligeiros, ambos a reboque, 
Antes que anoiteça, toc, toc, toc 
A velhinha atrás, o jumentinho adiante!... 

Toc, toc, a velha vai para o moinho, 
Tem oitenta anos, bem bonito rol!... 
E contudo alegre como um passarinho, 
Toc, toc, e fresca como o branco linho, 
De manhã nas relvas a corar ao sol. 

Vai sem cabeçada, em liberdade franca, 
O jerico ruço duma linda cor; 
Nunca foi ferrado, nunca usou retranca, 
Tange-o, toc, toc, moleirinha branca 
Com o galho verde duma giesta em flor. 

Vendo esta velhita, encarquilhada e benta, 
Toc, toc, toc, que recordação! 
Minha avó ceguinha se me representa... 
Tinha eu seis anos, tinha ela oitenta, 
Quem me fez o berço fez-lhe o seu caixão!... 

Toc, toc, toc, lindo burriquito, 
Para as minhas filhas quem mo dera a mim! 
Nada mais gracioso, nada mais bonito! 
Quando a virgem pura foi para o Egipto, 
Com certeza ia num burrico assim. 

Toc, toc, é tarde, moleirinha santa! 
Nascem as estrelas, vivas, em cardume... 
Toc, toc, toc, e quando o galo canta, 
Logo a moleirinha, toc, se levanta, 
Pra vestir os netos, pra acender o lume... 

Toc, toc, toc, como se espaneja, 
Lindo o jumentinho pela estrada chã! 
Tão ingénuo e humilde, dá-me, salvo seja, 
Dá-me até vontade de o levar à igreja, 
Baptizar-lhe a alma, prà fazer cristã! 

Toc, toc, toc, e a moleirinha antiga, 
Toda, toda branca, vai numa frescata... 
Foi enfarinhada, sorridente amiga, 
Pela mó da azenha com farinha triga, 
Pelos anjos loiros com luar de prata! 

Toc, toc, como o burriquito avança! 
Que prazer d'outrora para os olhos meus! 
Minha avó contou-me quando fui criança, 
Que era assim tal qual a jumentinha mansa 
Que adorou nas palhas o menino Deus... 

Toc, toc, é noite... ouvem-se ao longe os sinos, 
Moleirinha branca, branca de luar!... 
Toc, toc, e os astros abrem diamantinos, 
Como estremunhados querubins divinos, 
Os olhitos meigos para a ver passar... 

Toc, toc, e vendo sideral tesoiro, 
Entre os milhões d'astros o luar sem véu, 
O burrico pensa: Quanto milho loiro! 
Quem será que mói estas farinhas d'oiro 
Com a mó de jaspe que anda além no Céu!


Guerra Junqueiro
 (1850 - 1923)
(Do livro de leitura da 4ª classe de 1951)





"Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que às vezes fico pensando, se a burrice não será uma ciência."

(António Aleixo)


António Fernandes Aleixo (Vila Real de Santo António, 18 de Fevereiro de 1899 — Loulé, 16 de Novembro de 1949) foi um poeta popular português.
Considerado um dos poetas populares algarvios de maior relevo, famoso pela sua ironia e pela crítica social sempre presente nos seus versos, António Aleixo também é recordado por ter sido simples, humilde e semi-analfabeto, e ainda assim ter deixado como legado uma obra poética singular no panorama literário português da primeira metade do século XX. 
No emaranhado de uma vida cheia de pobreza, mudanças de emprego, emigração, tragédias familiares e doenças na sua figura de homem humilde e simples, havia o perfil de uma personalidade rica, vincada e conhecedora das diversas realidades da cultura e sociedade do seu tempo. Do seu percurso de vida fazem parte profissões como tecelão, guarda de polícia e servente de pedreiro, trabalho este que, como emigrante foi exercido em França. 
De regresso ao seu país natal, estabeleceu-se novamente em Loulé, onde passou a vender cautelas e a cantar as suas produções pelas feiras portuguesas, atividades que se juntaram às suas muitas profissões e que lhe renderia a alcunha de "poeta-cauteleiro". 
Faleceu por conta de uma tuberculose, em 16 de Novembro de 1949, doença que tempos antes havia também vitimado uma de suas filhas.




"Os erros de grandes homens... são mais fecundos que as verdades de pequenos."


(Friedrich Nietzsche)


Luiz Gonzaga - Apologia ao Jumento


Luiz Gonzaga do Nascimento (Exu, 13 de dezembro de 1912 — Recife, 2 de agosto de 1989) foi um compositor popular brasileiro, conhecido como o Rei do Baião
Foi uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira. Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, para o resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado. Admirado por grandes músicos, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso, entre outros, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodia e harmonias, ganhou notoriedade com as antológicas canções Baião (1946), Asa Branca (1947), Siridó (1948), Juazeiro (1948), Qui Nem Jiló (1949) e Baião de Dois (1950).


"Olha um sapo! Ih! que feio! ..."










O sapo


- Olha um sapo! Ih! que feio! ...
Vou matá-lo num instante
E traçar de meio a meio
Animal tão repugnante.

Eu não sei para que medra
Bicho tão feio e tão mau:
Vou esmagá-lo co’uma pedra
E depois cravar-lhe um pau.

- Não o mates. Porque odeias
O inofensivo animal,
E matá-lo tanto anseias?
Acaso já te fez mal?

- A mim não: mas, porventura,
Não sabes que os desta raça
Fazem muita desventura
E causam muita desgraça?

- Pobre do sapo, coitado,
Que não faz mal a ninguém!
Porque há-de ser odiado,
Se afinal só nos faz bem?

- Lança veneno à distância
E de cegar é capaz ...
- Revela ignorância
Quem to disse, meu rapaz.

- É feio não gosto dele;
Repara que boca enorme!
Não vês as rugas da pele
Como o tornam tão disforme?

- Em tudo quanto tens dito
Há somente esta verdade:
“o sapo não é bonito”
Tudo o mais é falsidade.

É feio, sim: mas que importa
Que seja o pobre animal,
Se limpa o jardim, a horta
Sem nos causar nenhum mal?

O prejuízo que evita
Sabes lá a quanto monta?
Destrói, no campo que habita,
Bichinhos vários sem conta.

Vermes, caracóis, insectos,
Alguns bastante daninhos,
De que os campos são repletos
Come-os como passarinhos.

Merece-nos, pois, respeito
E as melhores atenções.
Ser feio só é defeito,
Se são feias as acções.

É feio? Sim, na verdade,
Não tem o talho perfeito:
Mas que tem a fealdade?
É o ser feio um defeito?

Não julgues as criaturas
Somente pelas feições:
Vê se são dignas e puras,
Julga-as por suas acções. 


(Do livro de leitura da 3ª classe de 1951)






"A compaixão para com os animais é das mais nobres virtudes da natureza humana."

(Charles Darwin)









"Jamais creia que os animais sofrem menos do que os humanos. A dor é a mesma para eles e para nós. Talvez pior, pois eles não podem ajudar a si mesmos."

(Louis J. Camuti)

Louis J. Camuti  (1894-1981) foi um veterinário da cidade de Nova Iorque. Autor dos livros "All My Patients Are Under The Bed: Memoirs of a Cat Doctor" (Todos os meus pacientes estão debaixo da cama: Memórias de um Doutor Gato) (1980) e "Park Avenue Vet" (1962).


sábado, 25 de fevereiro de 2012

"Fundo do Mar" - Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen





FUNDO DO MAR


No fundo do mar há brancos pavores, 
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.

Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo marinho.
Um polvo avança 
No desalinho
Dos seus mil braços, 
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.

Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.

Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.


Sophia de Mello Breyner Andresen, 
Obra Poética, Caminho





"O mar é a religião da Natureza."

(Fernando Pessoa)




"Dominámos outrora o mar físico, criando a civilização universal; dominemos agora o mar psíquico, a emoção, a mãe temperamento, criando a civilização intelectual."

(Fernando Pessoa)




"O homem é um microcosmo."

(Demócrito)




"A ignorância do bem é a causa do mal."

(Demócrito)




"O caráter de um homem faz o seu destino."

(Demócrito)




"A amizade de um único ser humano inteligente é melhor do que a amizade de todos os insensatos."

(Demócrito)




"O comer carne é a sobrevivência da maior brutalidade; a mudança para o vegetarianismo é a primeira consequência natural da iluminação."

(Leon Tolstoi)




"Um homem pode viver uma vida saudável sem ter que matar animais para comer; portanto, se ele come carne, participa do ato de tirar a vida de uma criatura meramente para saciar seu apetite. E agir dessa maneira é imoral."

(Leon Tolstoi)




"A nossa civilização é em grande parte responsável pelas nossas desgraças. Seríamos muito mais felizes se a abandonássemos e retornássemos às condições primitivas."

(Leon Tolstoi)




"Cães amam seus amigos e mordem seus inimigos, bem diferente das pessoas, que são incapazes de sentir amor puro e têm sempre que misturar amor e ódio em suas relações." 

(Sigmund Freud)




"A riqueza influencia-nos como a água do mar. Quanto mais bebemos, mais sede temos". 

(Arthur Schopenhauer)





"Falai aos animais, em lugar de lhes bater."

(Leon Tolstoi)




"O animal é tão ou mais sábio do que o homem: conhece a medida da sua necessidade, enquanto o homem a ignora."

(Demócrito)



Biografia de Demócrito de Abdera (460 e 457 a.C)

Demócrito, filósofo grego, foi um dos fundadores do atomismo. Nasceu em Abdera entre 460 e 457 a.C., segundo Apolodoro, e morreu por volta de 370 a.C. Sabe-se que teve, portanto, uma vida longa e que viajou muito. Interessou-se por variadíssimos assuntos, entre os quais, a ética, a física, a matemática, a astronomia e a geografia. Escreveu uma vasta obra, da qual restam hoje apenas fragmentos; de salientar a obra Pequeno Sistema do Mundo. 
A temática filosófica de Demócrito situa-se no âmbito da problemática eleata (uma das doutrinas de Parménides) acerca da negação do movimento, que ele tentou derrotar, afirmando o devir através do recurso a dois conceitos: o átomo e o vazio. Os átomos movem-se no vazio. Tudo no universo é constituído por átomos que se agregam, formando a pluralidade dos seres, devido à lei da atração que junta o semelhante ao semelhante. A diferença entre os indivíduos deve-se apenas à aglomeração dos átomos. Estes variam somente pela forma, pelo tamanhos e pela diferente posição que ocupam. O átomo é não só indestrutível, mas também imutável e por isso eterno, ou seja, não foi gerado nem desparecerá ou se transformará. 
A imagem que nos suscita esta conceção é a de um grande turbilhão de átomos agregando-se, pela lei que faz com que o (átomo) semelhante atraia o (átomo) semelhante, e desagregando-se, pela lei da necessidade. Desta conceção de filosofia da natureza resulta para o homem um relativismo gnoseológico; visto que cada indivíduo é um composto diferente do outro, então, as suas sensações serão também elas diferentes, logo, relativas. 
Demócrito defende, ainda, neste seu materialismo atomista, que a própria alma é composta pela mesma matéria que o corpo, com a única diferença de que os átomos da alma são mais subtis, são da matéria do fogo.

Demócrito de Abdera. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-02-25].


Adele - Someone Like You


"O Lobo de S. Francisco de Assis" - Poema de Afonso Lopes Vieira


















O Lobo de S. Francisco de Assis
(Lenda)


Andava o povo assustado
A fazer a montaria
Ao grande lobo esfaimado,
Que tanto mal lhe fazia.

Ele levava nos dentes,
Agudos e carniceiros,
Os meninos inocentes
Que são os alvos cordeiros.

E as pessoas assaltando,
Vinha de noite, em segredo,
Com seus olhos chamejando,
Encher a gente de medo.

Ora S. Francisco, era
Incapaz de querer mal
Mesmo que fosse a uma fera,
Até ao tigre real.

Tinha tão bom coração
Que homens e bichos o amavam,
E as andorinhas poisavam
Na palma da sua mão...

E como ele desejava
Que tudo vivesse em paz,
Enquanto o povo caçava,
O Santo, o Poeta, que faz?

Procura o lobo cruel,
E, tendo-o encontrado enfim,
Chamou-o, foi para ele
Sorriu-lhe e falou assim:

- «Eu sei porque fazes mal,
«Eu sei o que te consome:
«Tu és tão mau afinal,
«Tu és mau porque tens fome...

«Pois bons amigos seremos,
«Para nosso e teu descanso;
«E de comer te daremos
«Para poderes ser manso.

«Promete que hás-de mudar
«De vida, neste momento;
E em sinal de juramento,
Alevanta a pata no ar
«E põe-na na minha mão!

Jurou o lobo. E cumpriu...
Depois, toda a gente o viu
Tão mansinho como um cão. 









"Quanto menos inteligente um homem é, menos misteriosa lhe parece a existência."

(Arthur Schopenhauer)




Madredeus - Destino




"Em geral, chamamos de destino às asneiras que cometemos."

(Arthur Schopenhauer)



Arthur Schopenhauer (Danzig, 22 de Fevereiro 1788 — Frankfurt, 21 de Setembro 1860) foi um filósofo alemão do século XIX. 
Seu pensamento é caracterizado por não se encaixar em nenhum dos grandes sistemas de sua época. Sua obra principal é 'O mundo como vontade e representação' (1819), embora o seu livro 'Parerga e Paralipomena' (1851) seja o mais conhecido. Schopenhauer foi o filósofo que introduziu o Budismo e o pensamento indiano na metafísica alemã. Ficou vulgarmente conhecido por seu pessimismo e entendia o Budismo (e a essência da mensagem cristã, bem como o essencial da maior parte das culturas religiosas de todos os povos em todos os tempos) como uma confirmação dessa visão realista-pessimista. 
Schopenhauer também combateu fortemente a filosofia hegeliana e influenciou fortemente o pensamento de Eduard von Hartmann e Friedrich Nietzsche.


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